Cacau – Café do dia: mocca

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Foto por Pixabay em Pexels.com
Sim, sim. Tem o dia que precisamos de uma bela fatia de bolo de chocolate ou de uma caixa de bombons inteirinha pra nós, só para afogarmos algum sentimento estranho, nas entranhas, de tanta glicose.
O café de hoje é 80% cacau.

o meio amargo ou o ser amado

“e o problema do brigadeiro o que era?

era a falta do granulado ou a falta da letra maiúscula?

o problema eram meus olhos,

comuns e distantes,

incapazes de ver a essência do corpo,

o cacau da alma.”

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Indigestão – Café do dia: sal de frutas

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Algumas vezes as pessoas me vêem como forte e me tratam de qualquer jeito, acreditando que não tenho sentimentos. Puro engano, sou forte e de coração honesto. Por isso sinto toda e qualquer dor que uma ferpa possa causar minha pele. A sua falta de respeito me dá indigestão, e para curar isso tomo um sal de frutas ou vomito seu descaso de volta em seu colo.

O café de hoje tem gosto de antiácido estomacal.

Indigestão

“Nem mesmo todas as nuvens conseguem encobrir o que sinto

Nem o negro do nanquim

Nem o farol alto do carro em minha direção

Nem o sol a pino, nem o eclipse lunar

Será que nada dilui minha indigestão…”

Drummond – Café do dia: café de casa

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Já passava das duas da madrugada, e com os olhos quase fechando, tentava finalizar um post para publicar na manhã seguinte. Queria dissertar sobre um poema de Drummond que, desde que me conheço por gente, tenho verdadeira admiração. Nunca palavras fizeram tanto sentido em minha vida, com o poeta descobri o que realmente me fascinava. Tentei me esconder deste mundo (acho que ainda tento) mas é mais forte do que eu. Mesmo dentro da escrita, persisti em caminhos que não são os meus, que meu coração não segue, que não é a minha verdade. Talvez por isso caminho sem sair do lugar. Quero minha trilha de volta.

Compartilho, timidamente, um pouco das minhas palavras, com cheirinho de café passado na hora.

Palavras

“As palavras me tomam, dominam meu corpo

Sopram baixinho em meus ouvidos suas histórias de vida

Contam anedotas e tristezas de quem já rodou por esse mundo afora

Agarram firmemente em meu braço para caminhar por entre parágrafos conturbados

Seguram minhas mãos frias para acalentar meu coração

Palavras… não tentei me livrar de vocês

Acreditei que pudesse contê-las dentro de mim, num esforço em vão

Fugiam a cada descuido meu, em poemas, em confissões

Tenho que libertá-las para seguirem livres e cessar minha dor.”

Persistir – Café do dia: frio

 

 

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Violência. Não temos como evitar esse tema. Tiroteios em escolas, em comunidades; agressões físicas, psicológicas e políticas. Em todos os lugares, à todas as classes sociais. Nosso país está um caos, o descaso com a população nunca foi tão evidente, assim como o resultado de toda a falta de responsabilidade por parte dos governantes.

Como não sei a fórmula mágica para resolver os problemas do mundo mas acredito que trabalho de formiguinha pode dar certo, tento aplicar o que aprendi: ser bom caráter e ter respeito. Algumas vezes eu falho, mas estou sempre lutando para melhorar. O meio social (família, amigos, religião, comunidade) é parte integrante da formação de cada ser humano, mudando apenas a quantidade de informações absorvidas por cada indivíduo. Sendo assim, quanto mais sementes do bem eu plantar e colher, mais harmoniosas serão as relações ao meu redor. Acredito que todos nascemos com os corações abertos para o bem e para o mal, por isso é muito importante eu persistir para que minha balança continue ao menos equilibrada.

O café servido hoje é frio.

Nossas Formas

“Sou seu corpo e seu casulo.

Em meu ventre te dei amor e lágrimas.

A mão que acaricia sua face é a mesma que vai aos céus pedir paciência.

Meu olhar que sorri também pode ser fulminante.

Na cama que repousa, recobre-se com lençóis mundanos.

E da janela que observa tudo, pode escolher seus caminhos.

Sou seu destino. Você, meu reflexo.”

 

Pedido inusitado – Café com mais açúcar

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Chegou a época do ano que eu adoro: Carnaval! Mas apenas da parte mais tranquila repleta de marchinhas nos blocos infantis. E entre tantos confetes e serpentinas, recebi um convite inesperado, ser madrinha de casamento! Chorei de emoção e fiquei surpresa com minha reação. O mais bonito foi ver meu amor, que entre lágrimas e arrepios disse algo do tipo: “nunca pensei que alguém confiasse em mim desse jeito”. E mais lágrimas rolaram. Agradeço de coração ao querido casal por esta linda experiência.

E assim começo minhas postagens aqui falando de amor. Coloque mais um golinho de café no copo…

Aquele que tudo quer

“O amor está em tudo. O amor está em minha respiração e nos meus poros. Ele flui pelas palmas de minhas mãos. 

O amor está na criação dos indivíduos que me cercam e nas experiências de vida que construo.

O amor impregna na pele, nos dentes e no brilho de meu olhar. Ele comanda o pulsar de meu coração.

O amor está até no desamor. Este, que se cansou daquele que tudo quer, tenta, em vão, libertar alguma parte de mim deste implacável sentimento.

O amor está em tudo. O amor está em mim.”

 

O café de cada um

Palavras sobre algum fato do dia, mesmo que meu dia tenha mais de 24 horas. Meu café da manhã nem sempre é matutino; e ele existe sim, dentro do meu tempo. Dentro do tempo de cada um, em alguma brecha do dia.

Não quero doutrina, apenas entretenimento. Por isso minhas palavras não podem ser levadas à sério, a menos que isso seja de seu interesse. O mesmo tempero muda na boca de cada um, pode ser mais doce ou mais amargo, mas nunca perde o sabor.

Se tudo parou (ou ficou chato demais) e você chegou aqui, obrigada! Agradeço antes que seja tarde, antes que você se vá sem terminar de ler esta página, antes que alguém se vá, antes que a cerveja termine, antes que a música acabe…